Que os políticos sabem iludir as pessoas, fazendo-as crer no impossível, isto já se sabe. voltaremos a este tema dentro de alguns instantes

Crescemos dentro da Igreja e por ela somos educados e levados a crer na existência do Paraíso como recompensa para todos aqueles que cumprem com os princípios plasmados na Bíblia. Apesar de este ligar nunca ter sido visto por ninguém (fala-se também do céu como local para onde vão os ”bem-aventurados”), acreditamos piamente na possibilidade de um dia podermos habitar nele eternamente e desfrutar das incontáveis e indescritíveis maravilhas que nele existem, segundo nos diz o Livro Sagrado.
A crença está tao enraizada ao ponto de sermos capaz de nos insurgir contra todos aqueles que de alguma forma procuram desviar-nos do caminho que seguimos em direção a esta benção de valor inigualável e incomparável.
Além disto, em algum momento duvidamos de que somos enganados por quem escreveu as Sagradas Escrituras, tampouco ainda pelos mensageiros da Palavra acolhida nos nossos corações.
Por ela vivemos e decidimos morrer na esperança de encontrarmos no além algo muito mais precioso e acima dos bens materiais não alcançados neste mundo.
É esta a força e o poder exercido que a religião exerce sobre a mente do homem que vive em função das crenças que lhe foram transmitidas e que adotou ao longo da sua vida. Faça sol, chuva, terramoto, trovoada e ainda que um outro fenômeno natural marque presença, o homem continua fiel aos seus princípios.
Todavia, enquanto vivos, convivemos com uma senhora poderosa cujo nome é por demais conhecido: a política.
Tao poderosa que, ainda que procuremos nos distanciar dela, somos influenciados por ela. A Cédula do Nascimento, Bilhete de Identidade, e tantos outros documentos que possuímos e que serão tratados no futuro, fazem do seu campo de atuação.
O seu exercício visa o alcance do conhecido ”bem comum” que, verdade seja dita, mais parece ”um bem privado”, logo, detido por uma casta de privilegiados que dita o rumo da maioria. O descontentamento desta é algo perigoso, quando nada se faz para atender as suas necessidades. Há que tomar medidas para solucionar o problema. E se houverem exemplos, a Venezuela será o modelo a seguir. Neste País, a criação do VICE MINISTÉRIO PARA A SUPREMA FELICIDADE DO POVO, pelo presidente Nicolas Maduro (mais parece imaturo do que realmente maduro) é qualquer coisa que motiva o crente a refletir sobre a seriedade e credibilidade do político e em torno da sua sanidade mental.
Porque, se de um lado o crente, ainda que em situações críticas, conserva a sua fé (ver o caso de Moisés diante do Mar Vermelho quando os egípcios vinham armados para brutalizar os judeus), do outro lado, o cidadão comum, por mais educado que seja, esquece-se dos bons princípios quando fustigado e violentado pela fome e a secura.
O resultado está a vista de todos: assaltos às lojas, aos supermercados, emigração forçada, mendicidade, violência em crescendo,enfim. Uma sociedade sem rumo e valores. Estes foram substituídos pelos contra-valores.
Ainda assim, o político insiste em falar, discursar, prometer: ”O VICE-MINISTÉRIO ESTÁ ENGAJADO NA CRIAÇÃO DE CONDIÇÕES QUE VISAM O ALCANCE DA SUPREMA FELICIDADE DO POVO”. É a sensação de que o paraíso está mais próximo do que nunca e que, dentro de pouco tempo, os problemas deixarão de existir.
Recapitulando: ”os políticos sabem, e bem, vender ilusões”.

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