….no nosso dia

… é quase impossível não pensar na geração de Cheikh Anta Diop, Ki-Zerbo – só para citar estes, e no seu contributo a luta libertação de África que deverá ser consolidada no presente; impossível será igualmente não pensar no sofrimento de milhões de africanos, no afropessimismo decorrente de um passado no qual o africano foi subestimado, ou seja, brutalizado física e psicologicamente, estando a vista os efeitos produzidos pela política colonial, implantada na África colonial, seguida, até certo, no pós-independência pelos líderes africanos. (A questão do assimilacionismo entranhado em nós e os complexos com os quais transitamos do período colonial ao pós-colonial, etc., etc.)
E se introduzirmos outro elemento – o desenvolvimento – teremos que abordá-lo na perspetiva endógena. Relativamente a esta questão, dizer que as muito sofriadas populações africanas, em geral, são portadoras de um saber endógeno, isto é, um conhecimento que, apesar de não terem sido registados nos livros científicos – eles são memorizados e transmitidos oralmente – deveriam ser estudados e aperfeiçoados para que se atinja melhores resultados com a sua utilização.
São os casos, entre outros, das ”receitas” de certas doenças como a GIBA e o MAKULO, que apesar de não terem sido estudadas, revelam-se TREMENDAMENTE EFICAZES NO TRATAMENTO DAS REFERIDAS DOENÇAS.
Mergulhar na cultura africana e retirar dela os elementos susceptíveis para a criação de um ”modelo de desenvolvimento endógeno”, continuará a ser o papel do Intelectual africano (Viriato da Cruz falava do Intelectual Negro e das suas Responsabilidades) que deverá assumir a dianteira na procura/pesquisa de ”soluções” para os problemas que afligem o continente africano.
Isto porque ”ninguém desenvolve ninguém”, portanto, ”sejamos nós mesmos” a trilhar a caminho rumo ao tão desejado e propalado desenvolvimento.

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